terça-feira, 25 de setembro de 2012

Principais Tipos de Pincéis / Luciano Cortopassi


Existem basicamente dois tipos de pincéis para pintura a óleo, baseados na textura que produzem, e eles são pincéis suaves e duros.
Os pincéis suaves, são frequentemente feitos de pelo de marta ou qualquer outro esquilo. São macios e facilitam a realização de um acabamento refinado do trabalho. São mais utilizados para trabalhos detalhados.

Existem pincéis de pelo sintético que proporcionam a mesma qualidade nos trabalhos e são mais baratos e mais resistentes que os de pelo natural de animal.

Os pincéis duros são conhecidos como pincéis de cerdas e são muito resistentes. São fabricados de pelo de porco e são bastante fortes e duros. Agarram bastante quantidade de tinta e espalham muito bem. Não entanto deixam as marcas das cerdas e são mais utilizados para pinturas grosseiras e diretas.




Existem basicamente cinco tipos de pincéis, embora dentro destes cinco tipos existam também variantes. Cada uma destas formas, são utilizadas para a realização de pinceladas específicas.

Estas formas são: Planos (flats), Quadrados (bright), Língua de gato (filberts), Redondos (rounds), Leque (Fan)

Alguns artistas só utilizam uma forma de pincel ou dois, com as variantes em tamanho para produzir os efeitos desejados.




Pincéis planos (Flats)

Os pincéis planos, são formados por um extremo plano de pelos e com varias longitudes, dependendo do tamanho e numero do pincel. Eles seguram uma grande quantidade de pintura e têm bom “spring”. Podem ser utilizados tanto no seu lado plano, como no seu canto para reproduzir linhas fins. São excelentes para as primeiras camadas, e para pintar extensões amplas de pintura.




Pincéis Chatos ou Quadrados (Brights)

São semelhantes aos pincéis planos, mas com pelos mais curtos. São mais utilizados para realizar pinceladas mais curtas e controladas, já que não seguram grandes quantidades de tinta.




Pincéis tipo Língua de Gato (Filberts)

São similares aos pincéis quadrados, mas com a ponta acabada de forma arredondada semelhante a língua de um gato, por esta razão são também conhecidos por este nome.

A longitude dos pelos podem variar desde curtos, médios ou longos. Estes pincéis são excelentes para esbatimento e para pintura figurativa.




Pincéis redondos (Rounds)

Como o nome indica, são pincéis cujos pelos estão agarrados á virola em forma circular. Agarram pouca quantidade de pintura, e são ideais para fazer pormenores e linhas finas, pontos, tracejados e pequenas misturas de cores. São ideais para “lavadas” por esta razão são também muito utilizados para aguarelas.




Pincéis tipo Leque (Fans)

São como o nome indica, pincéis em forma de leque. São pincéis especializados, já que a sua utilização é muito específica. São por contradição ou muito utilizados por um artista ou não utilizados para nada. Não segura muita quantidade de tinta pelo que geralmente são utilizados para esbatimentos. Deve ser mantido sempre limpo quando utilizado para esbatimentos já que pedem as suas propriedades quando ficam cheios de tinta. Alguns artistas habituam-se tanto a eles que o utilizam para criar certos efeitos.

E conveniente ter vários pincéis deste tipo á mãos.




Os pincéis são fabricados numa variedade de tamanhos indicados com números, como por exemplo, 1,2,4,6,8,10. Algumas marcas só fabricam números pares. Sendo o numero “1″ o mais pequeno e o numero “10″ o maior

Existem variadíssimas marcas de pincéis. Algumas das mais conhecidas são, Winsor & Newton, Da vinci, Silver Brush.. Alguns artistas preferem uma marca ou outra. Outros misturam as marcas e os utilizam indiferentemente. E uma questão de escolha e adaptação que cada artista deverá experimentar por si próprio.




PALETAS


Paleta mais usual
















   A Paleta de pintura, é uma das principais ferramentas do artista. Elas existem em variadas formas e tamanhos e são feitas numa extensa variedade de materiais tais como: alumínio, acrílico, plástico, vidro, papel descartável.

Escolher aquela que mais se adapta as nossas necessidades, é uma questão de escolha pessoal e/ou preferência profissional.

Existem no entanto algumas considerações a ter no momento de escolher a paleta certa:

O tipo de tintas que utiliza para pintar;

O espaço de mistura que precisa;

Se pretende suster a paleta na mão enquanto pinta.

Alguns artistas preferem ter as mãos livres e trabalhar com uma paleta fixa ao cavalete ou apoiada numa mesa.

Outros preferem suster a paleta na mão e se afastar da tela para aprecia-la de diferentes ângulos, enquanto continuam a fazer a mistura das cores




A Paleta é uma das ferramentas de trabalho essenciais do artista plástico. Esta não só é o elemento contentor das cores, mas também e em muitos casos o espaço de inspiração e criatividade, visto o facto de ser nela, que muitos pintores fazem as suas misturas, e experiências antes de as aplicar na tela.

E por isso importante saber um pouco mais em relação a este material de trabalho:


De que material é feita

Qual é o tamanho ideal

Como se utiliza a Paleta

Limpeza e manutenção


A Paleta de pintor é por tradição feita em madeira de Mogno. Quando novas e antes de serem usadas pela primeira vez, aconselha-se a aplicação de uma boa camada de óleo de linhaça de forma selar os poros e prepara-la para a sua utilização.

A Paleta tradicional segue a forma de um rim, com um buraco para a colocação do dedo polegar e uma curvatura interior para a colocação dos restantes dedos. Coloca-se ao longo do antebraço entre o cotovelo e o pulso.

Hoje em dia podemos encontrar Paletas numa grande diversidade de formas e materiais. Em forma quadrada ou de rim alongado e em materiais tais como acrílico branco ou claro, vidro, porcelana, plástico e até em forma de caderno com folhas descartáveis.

A escolha é uma mera questão de gosto pessoal, no entanto, uma coisa é importante considerar; seja qual for o material, a superfície deverá ser não absorvente e de preferência fácil de limpar.

Uma Paleta grande, não é necessário e muitas vezes até atrapalha, no entanto, é um prazer quando se trata de misturar cores. Depois de tudo a Palete é, para muitos artistas, “o espaço criativo”, isto é, o sítio para misturar as cores, apreciar as suas propriedades e tomar decisões.
Em muitos casos quando se pinta em pé a frente do cavalete, é recomendável uma paleta grande, no entanto, esta poderá ser mas pequena quando se tem por habito pintar sentado. Muitos artistas optam por construir a sua própria paleta ou até adaptar certas superfícies às suas necessidades. De qualquer forma não há duvida que é sempre uma questão de escolha e preferência do artista.



CAVALETES



Cavalete Tripé.
É o tipo de Cavalete mais utilizado e procurado. E leve, pode-se fechar e guardar facilmente, é estável e suporta diversos tamanhos de telas.
Existem em diferentes modelos, tamanhos e tipos de madeira dependendo do fabricante.
cavaletes-tripe

Cavalete De Estúdio.
São utilizados pelos artistas mais exigentes. São mais pesados que os do tipo “Tripé” pelo que são mais apropriados para ser utilizados em atelier ou estúdios de uso exclusivo para pintar em que não é necessário fechar ou transportar o cavalete após a sua utilização.
São muito estáveis, permitem a regulação da altura e a inclinação da tela e aceita grandes tamanhos de tela. Alguns possuem gavetas, porta rolo de papel e rodar para transporta-lo facilmente dentro do estúdio.
Um bom cavalete deste género é um investimento para toda a vida.

cavalete-estudio
Cavaletes de Exterior.
Como o próprio nome indica, são cavaletes para trabalhar ao ar livre, facilmente transportáveis, é muito leves, a volta de 1,5 ou 2,5 kg.
Quando fechados podem ter a volta de 85cm de comprimento. Existem em madeira e metal.

cavalete-exterior

Cavaletes de Mesa.
Para aqueles artistas que não podem pintar em pé ou simplesmente foram habituados a trabalhar sentados.
São principalmente colocados encima de uma mesa, feitos em madeira ligeira, alguns feitos em metal, que permitem o fácil transporte para qualquer sitio e variadas situações.

cavalete-mesa

Cavalete tipo assento.
Com assento incorporado e espaço para guardar os materiais, para utilização interior ou exterior e em variados materiais.
cavaletes-assento

Cavaletes caixa.
São a melhor opção para trabalhar ao ar livre, concursos, excursões e ferias. Tem a vantagem de ser ao mesmo tempo cavalete e mala para os materiais.
cavalete-caixa





Materiais Diversos:



O que é Diluente eco?

É um diluente inodoro, que promove maior conforto no uso da tinta a óleo. Indicado para a diluição da tinta, reduzindo sua viscosidade. Também é usado para a limpeza de materiais, podendo substituir a terebintina e a aguarrás, mantendo as mesmas propriedades, sem os odores característicos.




As propriedades da terebintina e ecosolv :

A terebintina é um diluente vegetal natural da tinta a óleo e, quando utilizado, não altera o brilho e o tempo de secagem naturais da tinta. Também pode ser utilizada para limpeza dos equipamentos (pincéis, broxas etc) de pintura.
O ecosolv também pode ser utilizado para diluir as tintas em geral e serve para limpar os equipamentos utilizados na pintura. Para quem não gosta do forte odor da terebintina, este produto é um substituto ideal.




Sempre à mão :

Antes de iniciar a pintura, separe todo o material solicitado. Tenha, também, sempre um pedacinho de pano por perto. Ele será muito útil para você secar o pincel. Quando for trabalhar com solventes e secantes, como o óleo de linhaça e o secante de cobalto, separe duas vasilhas pequenas para colocá-los.


Tinta acrílica, outra boa opção :


Se você deseja que a pintura seque bem rápido, o melhor é lançar mão da tinta acrílica. Usada desde a década de 20, pelos muralistas mexicanos, este tipo de tinta esta cada vez mais em evidência. Além de secar rapidamente, possui várias cores e, se bem trabalhada, proporciona um resultado final muito bom.
Mas lembre-se: este tipo de tinta não deve ser misturado com tinta a óleo. Se isso acontecer, ela perde sua capacidade adesiva. E, ao contrário da tinta a óleo, a acrílica dificilmente pode ser retocada. Afinal, seu tempo de secagem é bem mais rápido.


Telas de suportes para pintura a óleo e
acrílica :


Além das telas convencionais, os artistas têm utilizado outros materiais para realizar suas obras. Durante a Idade Média eram usadas pranchas de madeira - chamadas de retábulos e nos dias de hoje as pranchas de chapa dura feitas com fibras prensadas têm oferecido ótimos resultados. Pranchas de papelão forradas com tecido e imprimidas também podem ser recursos utilizados para ensaios e estudos.


A imprimação da
tela :


É o processo de preparação de uma superfície para receber a pintura . Na confecção de telas, esta preparação pode ser feita com gesso acrílico ou das formas tradicionais onde se utiliza branco de titânio (pigmento) misturado à cola animal ou vegetal e óleo de linhaça. Estas telas apresentam coloração levemente amareladas e deverão aguardar um tempo de secagem de no mínimo três semanas antes de receber a pintura para evitar rachaduras.


Tipos de Telas :

São encontradas no mercado telas de algodão com tramas variadas: finas, lisas e delicadas. Outras de tramas acentuadas e ásperas. Há também as de linho ou juta. Alguns artistas fazem suas próprias telas e inovam lançando tecidos inéditos de fios sintéticos.


Os diluentes ou
médiuns :

Os diversos produtos utilizados para diluir as tintas na pintura são chamados médiuns. Os artistas costumam criar suas próprias fórmulas, misturando os diversos líquidos existentes no mercado. Alguns exemplos:
1. Três partes de óleo de linhaça para uma de essência de terebintina;
2. Duas partes de óleo de linhaça para uma de secante de cobalto;
3. Duas partes de óleo de linhaça para uma de essência de terebintina e uma de verniz cristal legítimo.


Evite rachaduras :

Para evitar que as desagradáveis rachaduras apareçam na sua pintura a óleo, deve-se observar uma regra técnica. É o chamado "gordo sobre magro". Nunca se deve sobrepor camadas magras, isto é, diluídas em essência de terebintina sobre camadas de tinta diluídas em óleo de linhaça. É importante também ter cuidado com as telas convencionais feitas com óleo de linhaça compradas prontas (são as amarelinhas), que deverão ser retiradas da embalagem de plástico e exposta para secagem ao ar durante o espaço de três semanas.

Você sabia?

Se a sua tela furar ou rasgar, basta colocar esparadrapo na parte de trás. O resultado fica perfeito.

A tinta na cor branco de titânio não é tóxica. Por isso, muitos artistas preferem trabalhar com ela em vez de outros tipos de branco que contêm chumbo.



 Limpeza e conservação da pintura a óleo

Somente após um ano de concluída, uma obra poderá ser envernizada. Para isso, a pintura deverá ser previamente limpa com um pano macio umedecido em essência de terebintina e depois que esta estiver seca, aplica-se uma camada fina de Verniz Cristal diluído em cerca de vinte por cento de essência de terebintina.



Pincéis

Os tipos mais utilizados são os chatos, redondos e ovais chatos. Os feitos com pêlo de porco. Por serem mais duros são ideais para espalhar a tinta em grandes áreas de tela.
Já os de pêlo de marta são indicados para pequenos detalhes.



Tintas

O mercado oferece várias marcas nacionais e importadas de tintas a óleo e acrílica. Normalmente, o nome das cores não muda de uma marca para a outra.



Solventes e secantes

A tinta a óleo é aplicada pura ou diluída em solvente, como óleo de linhaça e o secante de cobalto.



Paleta

Qualquer superfície pode servir como paleta, desde que seja impermeável e uniforme.



Como transferir o risco para a tela :

Se você tem facilidade para desenhar a tela apenas olhando o gráfico, é possível usar o carvão ou a tinta a óleo. Se preferir, transfira o desenho com o auxílio de um carbono. Para isso, copie o desenho em papel vegetal. Coloque o carbono sobre a tela e sobreponha o papel vegetal. É importante transferir o desenho com muita suavidade e sem pressionar a tela.



Mistura de cores :

Van Gogh era um dos mestres que costumava mesclar uma cor na outra. Para isso, aproveitava a tinta de fundo ainda úmida e entrava com outras cores. Na pintura em tela, este recurso é muito usado e proporciona efeitos belíssimos. Outra maneira de mesclar as cores enquanto a tinta esta úmida é usando uma espátula. Além da mistura de cores, você consegue criar texturas e alguns pontos de luz. Para isso, basta raspar com cuidado a camada de tinta até alcançar a tela branca.

Tipos de tela

Basicamente o mercado oferece dois tipos de tela: um com a trama fina, como o linho (ideal para trabalhos detalhados e retratos) e outro com a trama mais grossa, como a juta (indicado para pinturas com tinta mais espessa). Além disso, existem telas totalmente brancas e outras levemente amareladas.


3 comentários:

  1. Gostei muito da aula,obrigado, abraço do amigo João Sales

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  2. Nossa, gostei muito...muito abrigada!

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